Key points are not available for this paper at this time.
OBJETIVO Diferentes rotas cirúrgicas têm sido utilizadas ao longo dos anos para alcançar uma descompressão adequada do nervo óptico em seu canal, incluindo, mais recentemente, abordagens endoscópicas realizadas através do corredor endonasal ou transorbital. O presente estudo teve como objetivo detalhar e quantificar a quantidade de remoção de osso ao redor do canal óptico, alcançável por meio de trajetórias endoscópicas endonasal medial-para-lateral e transorbital lateral-para-medial. MÉTODOS Cinco cabeças de cadáveres humanos (10 lados) foram dissecadas no Laboratório de Neuroanatomia Cirúrgica da Universidade de Barcelona (Espanha). As experiências laboratoriais foram realizadas da seguinte forma: 1) tomografias computadorizadas pré-operatórias preliminares de cada espécime, 2) dissecções anatômicas endoscópicas endonasal e transorbital e análise morfométrica baseada em Dextroscópio, e 3) análise quantitativa da remoção de osso do canal óptico para ambas as abordagens endonasal e transorbital endoscópicas. RESULTADOS A rota endoscópica endonasal permitiu a exposição e remoção da porção inferomedial mais do canal óptico (uma média de 168°), enquanto a via transorbital permitiu um bom controle de sua parte superolateral (uma média de 192°). Considerando a circunferência total do canal óptico (360°), a rota transorbital possibilitou a remoção de uma média de 53,3% do osso, principalmente da porção superolateral. A abordagem endonasal proporcionou remoção de osso com uma média de 46,7% do aspecto inferomedial. Esse resultado foi considerado estatisticamente significativo (p < 0,05). A análise morfométrica realizada com a ajuda do Dextroscópio (um ambiente de realidade virtual) mostrou que a simulação da trajetória transorbital pode fornecer um corredor cirúrgico mais curto com um ângulo de abordagem mais amplo (39,6 mm; 46,8°) em comparação com a simulação do caminho endonasal (52,9 mm; 23,8°). CONCLUSÕES Usadas em conjunto, essas 2 vias cirúrgicas endoscópicas (endonasal e transorbital) podem permitir uma descompressão de 360° do nervo óptico. Até onde os autores sabem, este é o primeiro estudo anatômico sobre descompressão do nervo óptico transorbital a mostrar sua viabilidade. Estudos adicionais e, eventualmente, séries de casos cirúrgicos são obrigatórios para confirmar a eficácia dessas abordagens, refinando assim as indicações apropriadas para cada uma delas.
Somma et al. (Sex,) estudaram essa questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: