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A utilização de resíduos agrícolas para a produção de bio-óleo é uma alternativa importante ao uso de combustíveis fósseis. Neste estudo, a vagem do feijão Caupi (Vigna unguiculata) foi caracterizada e utilizada como biomassa na produção de bio-óleo. Esta biomassa foi avaliada em termos de caracterização físico-química, morfológica (microscopia eletrônica de varredura (MEV)) e térmica (análise termogravimétrica (TGA), calorimetria diferencial de varredura (DSC)), composição lignocelulosica e processos de pirólise. A pirólise foi realizada em um reator de leito fixo de aço inoxidável (260 mm de comprimento e 60 mm de diâmetro) sob pressão atmosférica de nitrogênio. A pirólise foi conduzida a 550, 600 e 700 °C e fluxo de gás N2 de 2, 5 e 7 mL min-1. A composição química dos bio-óleos foi estudada através de CHN, TGA, espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e cromatografia gasosa-espectrometria de massa (CG-EM). Os resultados confirmaram o potencial da vagem no processo termoquímico. As análises termogravimétricas demonstram que pode haver uma relação entre os componentes da biomassa principal (celulose, hemicelulose e lignina) e os compostos presentes no bio-óleo. Os bio-óleos obtidos representam bio-produtos ricos em compostos de várias classes químicas com valor comercial relevante, como ácidos (palmitico, linoleico, oleico e esteárico), álcoois (etileno glicol), açúcares (levoglucosano) e fenóis (guaicol, catecol, fenol e pirocatecol).
Santos et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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