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FUNDAMENTAÇÃO: Mais pacientes idosos afetados por doenças graves e crônicas são tratados na atenção primária. Relatórios sobre o uso de medicamentos prescritos pela população idosa em geral são escassos, e mais investigações são necessárias para otimizar o cuidado farmacêutico para esses pacientes. OBJETIVO: Analisar o uso de medicamentos prescritos, diagnósticos e utilização de saúde entre pacientes idosos não institucionalizados. DESENHO: Estudo de coorte retrospectivo. LOCAL E PACIENTES: Todas as pessoas > ou =65 anos (n = 4642) vivendo na comunidade de Tierp, Suécia, em 1994, foram incluídas. O uso de medicamentos prescritos e a utilização de saúde foram registrados para todos os habitantes da comunidade desde 1972. Informações sobre prescrições preenchidas e diagnósticos foram obtidas de um registro de pesquisa computadorizado. RESULTADOS: O uso de medicamentos prescritos foi alto entre os idosos (78%); os grupos farmacológicos mais utilizados foram medicamentos cardiovasculares, do sistema nervoso e gastrointestinais. As mulheres usaram mais medicamentos prescritos do que os homens (média de 4,8 vs. 3,8) e apresentaram mais diagnósticos não fatais. O uso de cinco ou mais medicamentos prescritos diferentes durante 1994 foi comum (39,0%), e a análise multivariada mostrou que o maior número de visitas à atenção primária ocorreu com o uso de múltiplos medicamentos (> ou =5 medicamentos ao longo de 1 ano). CONCLUSÕES: Este estudo mostra um extenso uso de múltiplos medicamentos entre idosos que vivem em casa. Se esse uso múltiplo de medicamentos por si só é prejudicial aos pacientes ou não, não pôde ser avaliado neste estudo. Investigações focadas adicionais são necessárias para avaliar o efeito do uso múltiplo de medicamentos em uma população idosa.
Jörgensen et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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