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Sistemas ecológicos possuem heterogeneidade intrínseca. Contagens de abundâncias de espécies frequentemente mostram heterogeneidade de variâncias entre grupos ou populações observacionais. Isso geralmente é tratado usando uma transformação dos dados seguida por uma análise estatística tradicional que requer homogeneidade. Tal abordagem é extremamente útil quando a relação média-variância é consistente em todo o conjunto de dados. Em algumas situações, no entanto, a relação média-variância não permanece constante; por exemplo, o grau de agregação espacial de organismos pode mudar no espaço e no tempo. Nesses casos, transformar os dados para 'consertar' o problema da heterogeneidade pode resultar em um aparente e grosseiro aumento do erro tipo I. O uso de uma transformação altera o modelo em teste e também tem um efeito importante na escala espacial da hipótese. O uso de alternativas nãoparamétricas, como testes de permutação ou bootstrap, não resolve esse problema. Modelos explícitos desses tipos de mudanças distributionais, onde elas ocorrem, são necessários.
McArdle et al. (Qui,) estudaram esta questão.