Key points are not available for this paper at this time.
Introdução A qualidade do atendimento médico contribui para resultados de saúde física ruim para pessoas com condições de saúde mental e uso de substâncias (MHSUC). OBJETIVO Este estudo investigou as experiências de pessoas com MHSUC que buscaram ajuda para uma condição de saúde física em serviços de atendimento primário, examinando os atributos da qualidade do atendimento. Métodos Uma pesquisa online com adultos que atualmente ou recentemente acessaram serviços para MHSUC foi realizada em 2022. Os respondentes foram recrutados nacionalmente através de redes de saúde mental, dependência e experiência vivida, além de mídias sociais. Os atributos da qualidade do serviço avaliados foram relacionamentos (respeito e ser ouvido), discriminação devido a MHSUC e ofuscamento diagnóstico (diagnóstico de MHSUC que distraiu da atenção à saúde física). Resultados Os respondentes que utilizaram serviços de atenção primária foram incluídos (n = 335). A maioria dos respondentes relatou ser tratada com respeito (81%) e ser ouvida (79%) sempre ou na maioria das vezes. Uma minoria de respondentes relatou ofuscamento diagnóstico (20%) ou discriminação devido a MHSUC (10%). Pessoas com quatro ou mais diagnósticos ou um diagnóstico de transtorno bipolar ou esquizofrenia tiveram experiências significativamente piores em todas as medidas de qualidade. Aqueles com diagnóstico de transtornos por uso de substâncias tiveram experiências piores em relação ao ofuscamento diagnóstico. Māori tiveram experiências piores em respeito e ofuscamento diagnóstico. Conclusões Embora muitos respondentes tenham relatado boas experiências na atenção primária, esse não foi o caso para todos. A qualidade do atendimento foi afetada pelo tipo e número de diagnósticos e pela etnia da pessoa. Intervenções para reduzir o estigma e o ofuscamento diagnóstico para pessoas com MHSUC são necessárias nos serviços de atenção primária na Nova Zelândia.
Cunningham et al. (Sex,) estudaram essa questão.