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Oitenta e três pacientes, submetidos à investigação do fígado devido à elevação persistente das atividades de aminotransferases séricas, foram incluídos em um estudo com o objetivo de comparar os méritos relativos da biópsia hepática, ultrassonografia e imagem com radionuclídeos. A partir da biópsia hepática, constatou-se que 45 pacientes tinham fígado gorduroso, 14 tinham cirrose e 11 tinham inflamação crônica, 3 tinham hemocromatose e 10 apresentavam alterações não específicas ou achados normais. A investigação com ultrassonografia revelou achados patológicos em 65% dos pacientes. A sensibilidade foi maior em pacientes com fígado gorduroso (82%) e mais de 10% de gordura no fígado sempre resultou em aumento da ecogenicidade. Alterações no fígado devido à cirrose e inflamação crônica foram detectadas com ultrassonografia em apenas 50% e 57% dos casos, respectivamente. A imagem com radionuclídeos foi positiva em 44% dos pacientes com fígado gorduroso, 64% dos pacientes com cirrose e 21% dos pacientes com inflamação crônica. Foi possível distinguir fígado gorduroso de cirrose apenas nos pacientes que apresentaram aumento no tamanho do baço (quatro pacientes). O estudo demonstra que, em pacientes com elevação persistente de aminotransferases séricas, a ultrassonografia tem alta sensibilidade para detectar mais de 10% de gordura no fígado. No entanto, tanto a ultrassonografia quanto a cintilografia hepática apresentaram sensibilidade relativamente baixa e especificidade muito baixa para fazer um diagnóstico nesse grupo de pacientes. Com a ajuda de uma biópsia hepática, foi possível estabelecer um diagnóstico em 90% dos pacientes.
Hultcrantz et al. (Fri,) estudaram esta questão.