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O bloqueio atmosférico pode influenciar a temperatura próxima à superfície via circulação e forçamento radiativo. Este estudo investiga a relevância do bloqueio para extremos de temperatura co-localizados (sub)diários e a variabilidade espacial dessa relação no Hemisfério Norte. Mostra-se que, em grandes partes dos continentes de alta latitude, extremos de temperatura quente frequentemente ocorrem simultaneamente com bloqueios atmosféricos no mesmo local. Considerando também bloqueios fracos, mais de 80% dos extremos quentes a cada seis horas estão associados a bloqueios, por exemplo, no leste do Canadá, na Escandinávia e em partes da Sibéria. Em contrapartida, extremos frios normalmente não estão relacionados a bloqueios atmosféricos co-localizados. Essa diferença entre extremos quentes e frios aponta para diferenças também nos mecanismos físicos que impulsionam os extremos. A forte ligação entre extremos de temperatura quente e bloqueio deve ser considerada ao investigar mudanças nos extremos de temperatura com o aquecimento global.
Pfahl et al. (Terça,) estudaram essa questão.