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Com a crescente sofisticação nos instrumentos de política social e os avanços feitos na análise de seu impacto, ficou claro que a separação analítica da política social e da política de segurança social de outras áreas políticas é cada vez mais difícil. O artigo discute uma nova abordagem analítica baseada na gestão social de riscos. Redefine a política social como intervenções públicas para ajudar indivíduos e famílias a lidar com seus riscos. O quadro conceitual começa com a noção de necessidades principais e define e subdivide os riscos que ameaçam a satisfação dessas necessidades principais. Uma característica importante do quadro é que a política social não está apenas vinculada à satisfação das necessidades principais em um determinado momento, mas ao risco de que, em um determinado momento no curso da vida de um indivíduo, as necessidades não possam ser satisfeitas. A política social, portanto, não se concentra mais exclusivamente em garantir que todos os indivíduos em uma economia possam atender às suas necessidades principais em um quadro estático. Pelo contrário, a política social está focada em prevenir que contingências se materializem, em mitigar os efeitos antes que se materializem e em lidar com o momento infeliz em que a má sorte, choques ou eventos infelizes ocorrem. O quadro de gestão de risco social baseia-se na observação de que a satisfação das necessidades principais e a gestão dos riscos não são responsabilidade exclusiva das autoridades públicas. O bem-estar social é produzido por pelo menos três instituições simbolicamente resumidas como o triângulo do bem-estar social, do qual mercados, famílias e autoridades públicas formam os pontos de esquina.
Neubourg et al. (Fri,) estudaram essa questão.