Key points are not available for this paper at this time.
Na busca contínua por métodos para diagnosticar neurômas acústicos em um estágio inicial, aplicamos o exame de resposta do tronco encefálico auditivo em 27 pacientes com neurômas acústicos verificados cirurgicamente. Confirma-se que o principal indicador de doença retrococlear versus coclear é a diferença de latência interaural da onda Jewett5, a IT5. As mulheres apresentam valores de latência significativamente mais baixos para J5 do que os homens, aproximadamente 0,25 mseg. A idade também tem alguma influência, de modo que a latência J5 tende a aumentar com a idade, mas nesta investigação a tendência não alcançou significância estatística. Não conseguimos encontrar uma correlação entre o tamanho do tumor e a IT5. Mesmo que o audiograma mostre uma deficiência auditiva considerável a 2 kHz, essa técnica pode ser utilizada sem fatores de correção, quando o estímulo é um tom filtrado tipo pip de 2 kHz. Na presença de um neuroma acústico, muitas vezes haverá adaptação da resposta e é preferível organizar o modo de apresentação do estímulo de modo que esse fenômeno se torne proeminente. Um paciente obteve um resultado falso-negativo. Acreditamos que isso se deva à nossa falta de experiência na época e que hoje teríamos reconhecido a presença de um tumor. Se essa correção for aceita, a série não contém falsos negativos. Independentemente disso, pode-se concluir que, por enquanto, dentre os testes audiológicos funcionais, o exame de resposta do tronco encefálico auditivo é o indicador mais confiável para a presença de lesões retrococleares.
Thomsen et al. (Sun,) estudaram essa questão.