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CONTEXTO: É comum encontrar lesões substanciais da doença de Alzheimer (DA), ou seja, placas de beta-amiloide neuríticas e emaranhados neurofibrilares, nos cérebros autopsiados de indivíduos idosos com cognição normal avaliada pouco antes da morte. Chamamos esse estado de DA assintomática (ASYMAD). Avaliamos o substrato morfológico da ASYMAD em comparação com o comprometimento cognitivo leve (CCL) em indivíduos do Estudo das Freiras. Além disso, foram consideradas possíveis correlações entre habilidades linguísticas na infância e a presença de patologia da DA com e sem manifestações clínicas na vida adulta. MÉTODOS: A estereologia baseada em desenho foi utilizada para medir os volumes dos corpos celulares neuronais, núcleos e nucléolos na região CA1 do hipocampo (CA1). Quatro grupos de indivíduos foram comparados: ASYMAD (n = 10), CCL (n = 5), DA (n = 10) e controles pareados por idade (n = 13). A habilidade linguística avaliada na infância foi comparada entre todos os grupos. RESULTADOS: Foi encontrada uma hipertrofia significativa dos corpos celulares (+44,9%), núcleos (+59,7%) e nucléolos (+80,2%) nos neurônios CA1 em ASYMAD em comparação com CCL. Diferenças semelhantes foram observadas com os controles. Além disso, foram observadas pontuações de densidade de ideias significativamente mais altas na infância nos controles e no grupo ASYMAD em comparação com os grupos CCL e DA. CONCLUSÕES: 1) A hipertrofia neuronal pode constituir uma resposta celular precoce à patologia da doença de Alzheimer (DA) ou refletir mecanismos compensatórios que previnem o comprometimento cognitivo apesar das lesões substanciais da DA; 2) pontuações mais altas de densidade de ideias na infância estão associadas à cognição intacta na vida adulta apesar da presença de lesões da DA.
Iacono et al. (2009) estudaram essa questão.