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Dois epítopos imunodominantes recentemente identificados da alfa-gliadina são responsáveis pela maior parte da atividade estimulatória do glúten alimentar em linfócitos T intestinais e periféricos em pacientes com doença celíaca. A cinética proteolítica de peptídeos contendo esses epítopos foi analisada in vitro utilizando proteases solúveis do pâncreas bovino e suíno e vesículas da membrana da borda em escova do intestino de ratos adultos. Mostramos que esses epítopos ricos em prolina e glutamina são excepcionalmente resistentes ao processamento enzimático. Além disso, conforme estimado pela estrutura residual do peptídeo e confirmado pela suplementação com peptidase exógena, a peptidase IV dipeptidil e a carboxipeptidase I dipeptidil foram identificadas como as enzimas limitantes na degradação digestiva desses peptídeos. Uma conclusão semelhante também surgiu de estudos análogos com a membrana da borda em escova de uma biópsia intestinal humana. A suplementação da membrana da borda em escova de ratos com quantidades mínimas de uma endopeptidase prolyl bacteriana levou à rápida destruição dos epítopos imunodominantes nesses peptídeos. Esses resultados sugerem uma possível estratégia de terapia enzimática para a doença celíaca, para a qual a única opção terapêutica atual é a exclusão rigorosa de alimentos contendo glúten.
Hausch et al. (Terça,) estudaram essa questão.