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OBJETIVO: A esquizofrenia de início precoce (início antes da idade adulta) é uma forma rara e severa do transtorno que mostra continuidade fenotípica e neurobiológica com a esquizofrenia de início na idade adulta. Aqui, fornecemos uma síntese das descobertas principais nesta população enriquecida para compreender melhor a neurobiologia e a fisiopatologia da esquizofrenia de início precoce. MÉTODOS: Uma abordagem sintética e integrativa é aplicada para revisar estudos derivativos da epidemiologia, fenomenologia, cognição, genética e dados de neuroimagem. Apresentamos conclusões e direções futuras de pesquisa sobre a esquizofrenia de início precoce. RESULTADOS: A esquizofrenia de início na infância e adolescência está associada a um curso clínico severo, maiores taxas de anomalias premórbidas, funcionamento psicossocial deficiente e aumento da gravidade das anomalias cerebrais. Os casos de início precoce mostram correlações neurobiológicas e déficits fenotípicos semelhantes à esquizofrenia de início na idade adulta, mas apresentam pior resultado psicopatológico a longo prazo. Os avanços tecnológicos emergentes forneceram importantes insights sobre a arquitetura genômica da esquizofrenia de início precoce, sugerindo que algumas variações genéticas podem ocorrer com mais frequência e a uma taxa maior em casos de início jovem do que em casos de início adulto. CONCLUSÕES: Dados clínicos, cognitivos, genéticos e de imagem sugerem aumento da gravidade na esquizofrenia de início precoce. Estudar casos de início mais jovem pode fornecer insights úteis sobre os mecanismos neurobiológicos da esquizofrenia e a complexidade das interações gene-ambiente que levam ao surgimento desse transtorno debilitante.
Vyas et al. (qui,) estudaram essa questão.