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Para avaliar melhor o papel do sistema nervoso simpático (SNS) no controle da pressão arterial (PA), foram realizadas gravações contínuas da PA em ratos conscientes e em movimento livre que receberam injeções diárias de guanethidina ou solução salina de 7 a 90 dias de idade. A guanethidina destruiu extensivamente as fibras simpáticas periféricas, conforme indicado por diminuições acentuadas no conteúdo de norepinefrina do coração e rins e pela ausência de resposta pressora à injeção de tiramina. Tal simpatectomia crônica não alterou os níveis de PA e frequência cardíaca (FC), mas aumentou marcadamente a variabilidade da PA, enquanto a variabilidade da FC e a sensibilidade do reflexo barorreflexo cardíaco não foram alteradas. A inibição da enzima conversora de angiotensina com perindopril induziu uma queda rápida na PA e normalizou a variabilidade da PA em animais simpatectomizados. Conclui-se que, em ratos, o SNS não é necessário para o desenvolvimento total do nível de PA, mas é essencial para atenuar a variabilidade espontânea da PA. Após a simpatectomia, a PA é mantida em níveis quase normais principalmente através da ativação do sistema renina-angiotensina.
Julien et al. (Qui,) estudaram esta questão.