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INTRODUÇÃO: A crença em um Deus bondoso e em uma vida após a morte punitiva (Céu e Inferno) é observada em diversos contextos culturais e religiosos. No entanto, permanece incerto se essas crenças estão associadas de forma diferente à mortalidade por suicídio. MÉTODOS: No presente estudo, combinamos dados da World Values Survey (mais de 73.834 indivíduos em 57 países) com a mortalidade por suicídio padronizada por idade da Organização Mundial da Saúde para avaliar se os níveis nacionais de crença em Deus, importância de Deus, crença no Céu, crença no Inferno e frequência religiosa estavam associados a uma menor mortalidade por suicídio. RESULTADOS: Em análises separadas, cada medida de crença e frequência estavam associados a uma menor mortalidade por suicídio, mesmo após o controle da disponibilidade per capita de psiquiatras e psicólogos. No entanto, quando fatores econômicos (PIB per capita, desigualdade de renda e desemprego) foram incluídos, apenas a importância relatada de Deus e a crença no Céu permaneceram estatisticamente significativas. Em contraste, a crença em Deus, a crença no Inferno e a frequência religiosa mostraram associações atenuadas ou não significativas. CONCLUSÃO: Esses achados sugerem que tanto a crença no Céu quanto a importância percebida de Deus estão associadas a uma menor mortalidade nacional por suicídio, destacando dimensões potencialmente relevantes da religiosidade que podem informar estratégias de saúde pública culturalmente sensíveis.
Jamaluddin et al. (Sun,) estudaram essa questão.