A publicação acadêmica tem sido criticada há décadas devido à sua comercialização e ao seu design excludente. O problema é ainda mais profundo: a publicação acadêmica, como é projetada hoje, é incapaz de lidar com grandes emergências científicas, como demonstrou a pandemia de COVID, já que as editoras foram pressionadas a suspender licenças de acesso a arquivos antigos e muitos pesquisadores e profissionais utilizaram preprints para comunicar suas descobertas em andamento. Essas ações ad hoc não abordam outras emergências globais (como a mudança climática e a perda de biodiversidade) e é moralmente indefensável adotá-las para algumas doenças e não para outras. Além disso, a publicação acadêmica se desenvolveu em um sistema de avaliação de pesquisa e avanço na carreira, introduzindo distorções que não beneficiam o avanço equitativo do conhecimento, enquanto seu alto custo (e preços) acarreta inequidades que afetam as comunidades e indivíduos mais desfavorecidos. No entanto, há uma vasta experimentação, e haverá novos modelos que nem sequer conseguimos conceber. É impossível ser prescritivo sobre o que cada um desses novos ou emergentes modelos pode fazer para abordar as falhas atuais, mas alguns princípios podem ser identificados. Estamos propondo um teste de quatro partes que pode ajudar a decidir quais modelos apoiar, com o objetivo de iniciar um debate sobre quais são os princípios apropriados que devem ser adotados.
Claudio Aspesi (Qua,) estudou esta questão.