O SARS-CoV-2 continua a mutar e permanece um patógeno endêmico persistente capaz de causar surtos e epidemias de COVID-19, e ainda tem potencial pandêmico. Em 2026, a vigilância e o rastreamento de infecções são cada vez mais afetados por mudanças nacionais nos programas de saúde pública, conflitos globais e recursos limitados de saúde pública. No entanto, nos últimos meses, apesar da redução na vigilância de infecções, uma subvariante emergente da Omicron (B.1.1.529) do SARS-CoV-2 foi identificada. BA.3.2 (Cicada) recebeu status de Variante Sob Monitoramento (VUM) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 5 de dezembro de 2025. Cinco anos atrás, a variante Omicron do SARS-CoV-2 foi identificada, e BA.3.2 (Cicada) surge depois de várias variantes anteriormente identificadas, emergindo sem um intermediário, mostrando que infecções persistentes não monitoradas com novas variantes do SARS-CoV-2 continuam a impulsionar grandes mudanças evolutivas nesse vírus. É importante destacar que a variante Cicada (BA.3.2) do SARS-CoV-2 apresenta 70-75 substituições e deleções na sequência do gene da proteína spike (S) em relação à variante JN.1 e seu descendente, LP.8.1, que foram os antígenos utilizados nas vacinas contra COVID-19 de 2025-26. Este editorial discute como a identificação da variante SARS-CoV-2 BA.3.2 (Cicada) enfatiza a importância do monitoramento contínuo e da integração da vigilância genômica do SARS-CoV-2 com a caracterização fenotípica sistemática para identificar linhagens de Omicron que evoluem independentemente, entender a adaptação viral em andamento e preparar-se para o design de futuras vacinas para prevenir epidemias e possíveis pandemias futuras de COVID-19.
Dinah V. Parums (Mon,) estudou essa questão.
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