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Resumo Este artigo apresenta uma análise do uso pragmático de construções concessivas no discurso de cartas comerciais. Na linguística, a concessão tem sido analisada principalmente dentro de cláusulas concessivas, que têm sido amplamente estudadas, seja sozinhas ou em comparação com outras categorias sintáticas, como cláusulas adversativas, causais ou condicionais. O termo ‘concessivo’ pertence à terminologia desenvolvida dentro da gramática tradicional para classificar advérbios e cláusulas adverbiais. Até agora, menos atenção tem sido dada ao uso pragmático da concessão, ou seja, a maneira como as construções concessivas funcionam estrategicamente dentro de um contexto específico. O contexto em análise neste artigo é o do gênero ‘carta comercial’. Assim como diferentes culturas estruturam o discurso de maneiras diferentes, pesquisas recentes mostraram que isso também é verdade para gêneros de discurso tradicionalmente considerados altamente padronizados em seus rituais e fórmulas, a comunicação escrita em negócios sendo um caso em questão. A análise de um corpus de cartas comerciais italianas e inglesas mostra que construções concessivas são usadas neste gênero tanto por razões proposicionais (ou ideacionais) quanto por razões processuais (ou interpessoais). Este artigo considera apenas a segunda como verdadeiramente pragmática. A preferência pela primeira ou segunda estratégia depende dos tipos de texto pertencentes ao gênero. Quando as razões processuais prevalecem, a concessão é predominantemente introduzida por razões de cortesia. Finalmente, de acordo com as preferências retóricas dos textos nas duas línguas, algumas diferenças no uso ‘polido’ da concessão em italiano e inglês emergem.
Carla Vergaro (Sex), estudou essa questão.
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