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BASE E OBJETIVO: A crescente evidência experimental implica a inflamação/infeção crônica devido a doenças periodontais como um fator de risco para morte. O objetivo foi avaliar o papel da periodontite na morte prematura em um estudo prospectivo. MÉTODOS: As causas de morte em 3273 sujeitos selecionados aleatoriamente, com idades entre 30 e 40 anos, de 1985 a 2001 foram registradas. No início, 1676 indivíduos passaram por um exame clínico oral (Grupo A) e 1597 não (Grupo B). A mortalidade e as causas de morte de 1985 a 2001 foram registradas de acordo com a CID-9-10. RESULTADOS: Nos Grupos A (grupo examinado clinicamente) e B, um total de 110 sujeitos havia morrido: 40 sujeitos no Grupo A e 70 no Grupo B. No Grupo A, diferenças significativas estavam presentes no início entre sobreviventes e pessoas que vieram a falecer, em relação à placa dental, cálculo, inflamação gengival e número de molares ausentes em sujeitos com periodontite (p < 0,001). Os resultados da análise de regressão logística múltipla da relação entre estar morto (variável dependente) e várias variáveis independentes identificaram a periodontite com qualquer molar ausente como um principal preditor independente de morte. CONCLUSÕES: Jovens com periodontite e molares ausentes parecem estar em maior risco de morte prematura por doenças que ameaçam a vida, como neoplasias, e doenças dos sistemas circulatório e digestivo.
Söder et al. (Sex,) estudaram esta questão.