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RESUMO: Mattessich (2009) é uma resposta a uma discussão anterior sobre a ontologia e epistemologia da realidade social na contabilidade por Lee (2006a, 2006b), Macintosh (2006) e Williams (2006). A discussão original foi motivada pelo compromisso do Financial Accounting Standards Board (FASB) (2002a) de introduzir normas contábeis baseadas em princípios (PBAS) com base em seu quadro conceitual (CF). Lee (2006a, 2006b) argumenta que as PBAS exigem que o FASB reconheça a realidade social em seu CF. Embora concorde genericamente com esse argumento, Mattessich (2009) afirma que, em comparação com o modelo de construção da realidade social (SRCM) de Searle (1995) adotado por Lee (2006a), o modelo de cebola da realidade (OMR) é mais relevante para os elaboradores de normas, como o FASB, ao considerar a realidade social na contabilidade. O propósito desta resposta a Mattessich (2009) é contrastar o SRCM e o OMR no contexto da contabilidade para a realidade social, a revisão contínua do CF do FASB e eventos contábeis recentes na crise financeira global. As conclusões gerais são que o SRCM e o OMR são capazes de introduzir a realidade social no pensamento contábil; o SRCM possui características que são particularmente úteis em enfatizar a natureza subjetiva do assunto da prática contábil; o FASB continua a ignorar a realidade social em seu CF; e eventos contábeis recentes apoiam argumentos como os de Lee (2006a, 2006b) e Mattessich (2009) de que o FASB e outros elaboradores de normas abordam a realidade social em seu CF e PBAS. No entanto, para que a realidade social seja incorporada com sucesso ao pensamento contábil, a ontologia e a epistemologia da realidade em geral precisam fazer parte do currículo contábil.
Thomas A. Lee (Qui,) estudou essa questão.
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