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Objetivo A plataforma online atua como um espaço para expressar apoio ou oposição, bem como para disseminar ideologias centradas em castas e promover o ódio. A comunidade Dalit está fazendo um esforço coletivo para reinterpretar a importância simbólica do bigode, como demonstrado pelas hashtags em tendência #DalitComBigode e #MrDalit. Esse processo de transformação visa mudar a percepção do bigode de um símbolo da identidade masculina para se tornar um símbolo que representa a subjugação relacionada a castas. Design/metodologia/abordagem Este estudo será guiado especificamente pela netnografia, conforme descrito (Kozinets, 2010), com observações de participantes online e interações como pontos de foco. Uma conta recém-criada no X foi usada pela pesquisa para coleta de dados no estudo atual. A abordagem de análise temática reflexiva desenvolvida por Braun e Clarke (2006) foi considerada para esclarecer padrões significativos no conjunto de dados que são relevantes para o estudo das experiências, pontos de vista e representações das pessoas. O quadro de contra-poder de Manuel Castells (2007) destaca a complexa relação entre relações de poder e comunicação. Resultados A aplicação da análise qualitativa no contexto do castismo demonstra uma mudança perceptível na forma como os grupos Dalit que fazem campanha por justiça de castas são retratados, assim como a forma como informações relevantes são compartilhadas por meio de novas plataformas de mídia. Além disso, o estudo se concentra em como as preocupações das castas inferiores são localizadas dentro dos discursos nas plataformas sociais, com foco em como os Dalits usam o X como um método de contra-poder. Significativamente, as mídias sociais fornecem aos Dalits vítimas um fórum internacional para expor seus problemas. Originalidade/valor Este estudo oferece uma perspectiva única sobre como os Dalits na Índia utilizam o X (anteriormente Twitter) para amplificar vozes marginalizadas e combater a opressão baseada em castas. Em contraste com outros estudos que se concentraram na predominância de membros de castas superiores nas mídias sociais, este estudo utiliza análise temática e netnografia para investigar o ativismo em torno das hashtags #DalitComBigode e #MrDalit, iluminando a resistência digital contra o castismo. Através da aplicação da teoria do contra-poder de Castells, o estudo contribui para nosso conhecimento sobre como pessoas marginalizadas utilizam plataformas digitais e oferece novas percepções sobre o papel das mídias sociais na contestação de violações dos direitos humanos.
Raman et al. (Qua,) estudaram esta questão.
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