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Objetivos. Examinar a relação entre a adequação da diálise, o estado psicológico e a qualidade de vida em pacientes com doença renal em estágio terminal (DRDT) tratados com diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC). Desenho. Um estudo transversal de grupo único com análises correlacionais e de regressão múltipla. Métodos. Setenta e dois pacientes foram avaliados em medidas de adequação da diálise (transferência cinética/volume de ureia), auto-relato de depressão e ansiedade (Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HAD)), local de controle (Escala de Locus de Controle do Comportamento (LCB)) e qualidade de vida (Instrumento de Qualidade de Vida na Doença Renal (KDQOL)). Resultados. Usando análises correlacionais e de regressão múltipla, foi encontrado que fatores psicológicos, particularmente a depressão, eram determinantes muito mais fortes da qualidade de vida em pacientes com DPAC do que índices biológicos de adequação da diálise. Uma proporção significativa dos pacientes estava angustiada, conforme avaliado pela escala HAD. Os pacientes também tendiam a ter uma orientação externa em relação ao locus de controle. Conclusões. A avaliação do estado psicológico e das necessidades psicossociais deve ser parte integral da terapia oferecida aos pacientes com DPAC, a fim de que eles alcancem uma qualidade de vida ótima.
Martin et al. (Ter,) estudaram esta questão.