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ANTECEDENTES: Dada a prevalência mundial de sobrepeso e obesidade, há uma clara necessidade de conselhos práticos significativos sobre alimentação saudável - não apenas em relação à escolha dos alimentos, mas também sobre tamanhos de porções adequados. Como a maioria das pesquisas sobre tamanhos de porções até o momento tem sido predominantemente quantitativa em sua abordagem, há uma necessidade clara de explorar qualitativamente as opiniões dos consumidores para entender completamente como são feitas as decisões sobre o tamanho das porções de alimentos. Usando metodologia qualitativa, este estudo atual teve como objetivo explorar as opiniões dos consumidores sobre os fatores que influenciam sua seleção e consumo de tamanhos de porções e identificar barreiras ao controle adequado do tamanho das porções. MÉTODOS: Dez grupos focais com quatro a nove participantes cada foram formados, totalizando 66 pessoas (com idades entre 19 e 64 anos) vivendo na ilha da Irlanda. As discussões semi-estruturadas elicitaram as percepções dos participantes sobre a orientação de tamanhos de porções sugeridos e exploraram a influência de fatores pessoais, sociais e ambientais sobre seu consumo de tamanhos de porções de alimentos. As gravações em áudio das discussões foram transcritas profissionalmente, carregadas no NVivo 9 e analisadas utilizando um procedimento de análise temática indutiva. RESULTADOS: Os ricos dados descritivos derivados dos participantes destacam que comportamentos de tamanho de porção não saudáveis emanam de vários fatores psicológicos, sociais e comportamentais. Esses fatores ignoram o controle reflexivo e deliberativo e convergem para constituir barreiras significativas ao controle saudável do tamanho das porções. Sete barreiras significativas ao controle saudável do tamanho das porções foram aparentes: (1) falta de clareza e irrelevância da orientação de tamanhos de porções sugeridos; (2) comer sem culpa; (3) falta de autocontrole sobre sinais alimentares; (4) comer distraído; (5) pressões sociais; (6) recompensas da alimentação emocional; e (7) hábitos de quantificação enraizados desde a infância. CONCLUSÕES: As estratégias de controle do tamanho das porções devem capacitar os consumidores a superar esses efeitos para que o consumo de tamanhos de porções alimentares adequados se torne automático e habitual.
Spence et al. (Qui,) estudaram essa questão.