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A obesidade é uma deficiência crônica multifatorial que diminui ainda mais a qualidade de vida e a expectativa de vida. Mundialmente, a obesidade infantil tornou-se uma questão de saúde pandêmica que causa várias comorbidades que frequentemente se apresentam já na infância, incluindo distúrbios cardiovasculares (hipertensão, dislipidemia), metabólicos (diabetes mellitus tipo 2, doença hepática gordurosa, síndrome metabólica), respiratórios, gastrointestinais e musculoesqueléticos. Além disso, crianças obesas frequentemente experimentam estresse e sintomas psicossociais, incluindo transtornos de humor, ansiedade, preconceito e baixa autoestima. Dado que os fatores de risco cardiovascular e a obesidade pediátrica tendem a persistir na idade adulta, o manejo da obesidade, incluindo controle de peso e atividade física, deve começar antes do final da adolescência e certamente antes que os primeiros sinais de aterosclerose possam ser detectados. Esta revisão tem como objetivo apresentar de forma concisa as opções para o manejo da obesidade infantil, incluindo estratégias de modificação do estilo de vida e tratamento farmacológico, bem como as respectivas indicações de tratamento para o médico geral.
Herouvi et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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