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Como os hispanos do Sudoeste são geneticamente miscigenados com indígenas americanos, foi avançada a hipótese de que a ocorrência excessiva de diabetes mellitus, obesidade e doença da vesícula biliar neste grupo étnico pode ter origem genética e resulta de genes derivados de indígenas americanos. Este relatório descreve a prevalência dessas doenças em 1.175 participantes hispanos adultos em uma pesquisa de uma comunidade do Novo México realizada entre 1984 e 1985. Em quase todas as idades, a maioria dos indivíduos tinha um índice de massa corporal de 25 kg/m2 ou mais, e uma proporção substancial ultrapassou 30 kg/m2. A prevalência de obesidade foi muito maior entre esses hispanos do que é demonstrado nos dados nacionais para brancos dos EUA. O diabetes mellitus também foi relatado mais frequentemente por sujeitos hispanos nesta pesquisa do que por brancos dos EUA em geral. Um relato de problemas na vesícula biliar ou de remoção da vesícula biliar foi comum tanto em homens quanto em mulheres; a prevalência de remoção da vesícula biliar foi tão alta nesta população quanto em mexicanos-americanos anteriormente estudados no Condado de Starr, Texas. Apesar da alta prevalência de obesidade, a hipertensão foi menos frequente entre os hispanos do Novo México do que é mostrado nos dados nacionais para brancos dos EUA. Esses achados complementam os de pesquisas anteriores no Texas, que mostraram uma proporção notavelmente alta de adultos obesos, com diabetes mellitus não insulino-dependente e com doença da vesícula biliar. A epidemiologia semelhante dessas doenças nos hispanos do Novo México e nos mexicanos-americanos do Texas apoia a hipótese de que a miscigenação indígena americana é a base para o desenvolvimento dessas condições em hispanos por todo o Sudoeste.
Samet et al. (Qui,) estudaram essa questão.