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O Questionário do Informante sobre Declínio Cognitivo em Idosos (IQCODE) fornece avaliações das mudanças nas funções cognitivas diárias de um indivíduo durante os últimos 10 anos. Estudos originais realizados na Austrália mostraram que sua pontuação não era influenciada pelo histórico educacional dos sujeitos e que seu desempenho era, pelo menos, equivalente ao do Mini Exame do Estado Mental (MMSE) como instrumento de triagem para demência. Os sujeitos do presente estudo eram chineses e incluíam 399 residentes da comunidade e 61 pacientes com demência. Suas idades variavam de 50 a 92 anos; seus níveis educacionais variavam de 0 a 19 anos, e 63% deles nunca haviam frequentado a escola. Administramos o IQCODE aos informantes e o Instrumento de Triagem de Habilidades Cognitivas (CASI), do qual uma pontuação estimada do CASI do MMSE (MMSE-CE) pode ser obtida, aos sujeitos. O diagnóstico de demência foi feito de forma independente por médicos, de acordo com os critérios do DSM-III-R, com base em entrevistas semiestruturadas e testes, exame neurológico e avaliações padronizadas de doenças vasculares cerebrais, doença de Parkinson e depressão. O IQCODE chinês não mostrou associação com o nível educacional ou gênero dos sujeitos, baixa associação com sua idade e associação moderadamente alta com sua pontuação no MMSE-CE. A área sob a curva característica de operação do receptor do IQCODE foi significativamente maior do que a do MMSE-CE para o grupo total e para o subgrupo com 1 a 19 anos de educação, mas não para o subgrupo com 0 anos de educação. Nove dos 26 itens do IQCODE poderiam ser deletados sem redução apreciável na sensibilidade e especificidade. O IQCODE (1) pode ser encurtado para 17 itens, (2) teve boa aplicabilidade transcultural e (3) foi melhor que o MMSE-CE como ferramenta de triagem para demência em uma população com grande variação nos históricos educacionais.
Fuh et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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