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Quando a música é executada em uma sala de concertos, um torrent de ecos das diversas superfícies no ambiente atinge o ouvido, produzindo a impressão de espaço para o ouvinte. Este efeito pode variar em resposta subjetiva provocada, desde grande aborrecimento ou até mesmo incompreensibilidade, no caso de fala apresentada em um auditório altamente reverberante, até pura euforia, no caso da música romântica tardia na sala Grosser Musikvereinsaal de Viena. A maioria da música é ouvida atualmente ou no conforto de casa (ou carro), ou em um auditório universitário, ambos com tempos de reverberação geralmente curtos. Por essa razão, a maioria das gravações de música já possui alguma quantidade de reverberação adicionada antes da distribuição, seja através de um processo natural (ou seja, gravações feitas em salas de concertos) ou por processos artificiais (reverberadores de placa ou mola). A música computadorizada é um terreno especialmente fértil para reverberação artificial, já que raramente, se é que alguma vez, é executada em salas de concertos altamente reverberantes. O uso do computador para simular essa reverberação também permite ao compositor um grau adicional de liberdade, a saber, personalizar a reverberação ao efeito sonoro particular que deseja apresentar, permitindo, por exemplo, que cada som individual na peça carregue um aspecto espacial totalmente diferente, se desejado. Neste artigo, revisamos parte do trabalho que foi realizado na produção de reverberação artificial por computador e apresentamos os frutos de nossos próprios esforços nessa linha, tanto na tentativa de simular o ambiente de sala de concertos por computador quanto na proliferação de diferentes circuitos para a realização de reverberação de sala simulada.
James A. Moorer (Sex,) estudou esta questão.