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Vários estudos utilizando uma variedade de abordagens sugeriram um possível papel dos resíduos amino-terminais da actina do músculo esquelético na interação acto-miosina. Para avaliar a importância dos contatos acto-S-1 envolvendo o segmento N-terminal da actina, preparamos antisera policlonais contra um peptídeo sintético correspondente aos sete resíduos amino-terminais da actina do músculo esquelético de coelho (peptídeo alfa-N-terminal). A imunoglobulina (Ig) G purificada por afinidade (e Fab) preparada a partir desses antisera reage fortemente e especificamente com o segmento amino-terminal tanto da G- quanto da F-actina, mas não com o subfragmento de miosina 1 (S-1). Esta especificidade foi determinada pela análise de Western blot de actina e seus fragmentos proteolíticos e pela inibição da reatividade mencionada pelo peptídeo alfa-N-terminal. O peptídeo alfa-N-terminal não interagiu com S-1 em solução, não afetou a S-1 e a S-1 MgATPase ativada por actina, nem causou dissociação do complexo acto-S-1. Em experimentos separados, a F-actina pôde ser co-sedimentada com S-1 e IgG ou Fab purificada por afinidade utilizando uma ultracentrífuga acionada por ar. A análise densitométrica de géis de sulfato de sódio dodecýlico/poliacrilamida das frações de pellet e sobrenadante desses experimentos demonstrou a ligação tanto de S-1 quanto de IgG ou Fab ao mesmo protômero de F-actina. Nossos resultados sugerem que, embora os aminoácidos ácidos N-terminais da actina possam contatar a cabeça da miosina, esses resíduos não podem ser os principais determinantes da interação acto-S-1.
Miller et al. (Terça,) estudaram esta questão.