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Resumo Cepas de Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) são uma das principais causas de diarreia entre lactentes em países em desenvolvimento. Essas bactérias se espalham por transmissão fecal-oral e colonizam o intestino delgado. A EPEC típica se diferencia das cepas atípicas por possuir o operão bfp e gerar uma classe de fímbrias do tipo IV-B conhecida como pilus formador de feixe (BFP). A EPEC utiliza o BFP para se ligar ao epitélio intestinal. Após a ligação, a EPEC transloca proteínas efetoras para dentro da célula hospedeira através de um sistema de secreção do tipo 3, que é codificado em uma ilha de patogenicidade conhecida como lócus de apagamento de enterócitos. As efetoras translocadas modulam a resposta do hospedeiro de várias maneiras, incluindo a subversão das respostas imunes e o sequestro do sistema citoesquelético. Ao induzir a reorganização da actina, a EPEC causa a formação de pedestais de actina sobre os quais ela se assenta, levando ao apagamento dos microvilos, conferindo a essa bactéria um fenótipo característico de adesão e apagamento. As infecções por EPEC são tipicamente autolimitadas, com a terapia de reidratação constituindo o tratamento primário, mas podem se prolongar e ser letais. O aleitamento materno proporciona um grande efeito protetor, validando o uso de uma vacina para induzir uma resposta humoral na mãe ou na criança como um meio potencial de ação preventiva. Este capítulo fornece uma discussão detalhada sobre a patogênese da EPEC e as respostas das células hospedeiras e resume as opções atuais de detecção e tratamento disponíveis.
Donnenberg et al. (Qui,) estudaram essa questão.