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FUNDAMENTOS: Pacientes criticamente enfermos em ventilação mecânica estão sempre em maior risco de adquirir infecções respiratórias associadas ao ventilador. O presente estudo teve como objetivo determinar o padrão de resistência a antibióticos de bactérias recuperadas de amostras endotraqueais (ET) de pacientes ventilados. MATERIAIS E MÉTODOS: Este foi um estudo retrospectivo, de centro único, realizado em um hospital de cuidados terciários com 400 leitos em Omã. Os dados do perfil e do padrão de resistência a antibióticos de isolados bacterianos recuperados de aspirações ET de pacientes ventilados durante o período de janeiro de 2017 a agosto de 2019 foram recuperados do banco de dados do hospital. Os dados foram analisados utilizando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22 (IBM, Armonk, Nova York, EUA). Estatísticas descritivas foram aplicadas para encontrar as frequências e porcentagens. Gráficos e tabelas foram construídos. RESULTADOS: No total, 201 isolados bacterianos recuperados de secreções ET de 154 pacientes ventilados foram estudados. A taxa de isolamento foi predominante entre os homens (65,6%) e em pessoas mais velhas (50%). Bacilos Gram-negativos (GNB) foram predominantemente (88,6%) isolados. Acinetobacter baumannii (31,3%) foi o isolado mais comum e 86% deles eram cepas resistentes a múltiplos medicamentos. Klebsiella pneumoniae (23,9%) e Pseudomonas aeruginosa (22,9%) foram as outras GNB comuns, enquanto Staphylococcus aureus foi a bactéria Gram-positiva mais frequentemente isolada. Gentamicina apresentou boa atividade in vitro contra S. aureus e todas as GNB, exceto A. baumannii, refletindo uma boa escolha para a terapia empírica. CONCLUSÃO: Bactérias Gram-negativas foram os isolados predominantes nas secreções ET de pacientes ventilados. Havia uma taxa alarmantemente alta de resistência antimicrobiana entre as GNB. O uso racional de antibióticos, monitoramento regular da resistência a antibióticos e uso da combinação certa de medicamentos, além do aprimoramento das práticas existentes de controle de infecção, são críticos para controlar o surgimento de cepas resistentes a medicamentos.
Sannathimmappa et al. (Sat,) estudaram esta questão.