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INTRODUÇÃO: A OMS recomenda a vacinação contra HPV para meninas antes do início da vida sexual. Uganda iniciou a vacinação contra HPV em 2008 como programas piloto em 2 distritos, seguidos pela implementação nacional em 2015. Apesar da disponibilidade de vacinas contra o vírus do papiloma humano (HPV) em Uganda no período coberto pelo estudo, houve um baixo índice de adesão e conclusão da vacina contra HPV, especialmente da segunda dose; com pouca informação disponível sobre a conclusão oportuna da vacina contra HPV e os fatores associados em Uganda. Este estudo foi, portanto, realizado para determinar a conclusão da segunda dose da vacina contra HPV e descrever os possíveis fatores associados à conclusão oportuna da vacina contra HPV e à não conclusão entre meninas de 9 a 14 anos que frequentam a clínica de adolescentes no Hospital Mulago. MÉTODOS: Um estudo retrospectivo de métodos mistos foi conduzido na clínica de adolescentes do Hospital Nacional de Referência Mulago. Os dados foram coletados principalmente por meio da revisão de prontuários e pastas de atendimento na clínica por meninas elegíveis e discussões em grupo focal com meninas elegíveis que completaram as 2 doses da vacina contra HPV no tempo recomendado/programado. RESULTADOS: Das 201 meninas estudadas, 87 meninas (43,3%) tiveram conclusão oportuna da vacinação contra HPV. O conhecimento sobre a infecção por HPV e os benefícios da vacina contra HPV, a influência positiva de colegas e a recomendação de profissionais de saúde para se vacinar no nível da unidade de saúde influenciaram positivamente a conclusão oportuna da vacina contra HPV. Entre as barreiras à conclusão da vacina contra HPV identificadas estavam: informações inadequadas sobre a infecção por HPV e a vacina contra HPV, preocupações sobre a eficácia e segurança da vacina contra HPV, comunicação pouco clara com adolescentes/cuidadores por parte dos profissionais de saúde e falta de estoque da vacina contra HPV. CONCLUSÃO: A conclusão oportuna da segunda dose da vacina contra HPV entre meninas que frequentam a clínica de adolescentes do Hospital Mulago foi baixa (43,3%), mas maior em comparação com relatórios publicados anteriormente. Intervenções em torno da mobilização social aprimorada, aumento da divulgação e abordagem de vacinação estática, e educação das meninas elegíveis sobre a vacinação contra HPV podem ajudar a aumentar a adesão à vacina.
Patrick et al. (Qui,) estudaram essa questão.