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FUNDAMENTAÇÃO: Há poucas evidências populacionais sobre a variação étnica nos transtornos mentais mais comuns (TMC), ansiedade e depressão. Fizemos uma comparação da prevalência de TMC entre amostras representativas de indivíduos Brancos, Irlandeses, Caribenhos Negros, Bangladeshi, Indianos e Paquistaneses vivendo na Inglaterra, usando uma entrevista clínica padronizada. METODOLOGIA: Pesquisa transversal com 4281 adultos com idades entre 16 e 74 anos vivendo em domicílios privados na Inglaterra. Os TMC foram avaliados utilizando o Revised Clinical Interview Schedule (CIS-R), uma entrevista clínica padronizada. RESULTADOS: As diferenças étnicas na prevalência de TMC foram modestas, e foi notada alguma variação com a idade e o sexo. Em comparação com os colegas Brancos, a prevalência de TMC foi significativamente maior entre homens Irlandeses, com taxas ajustadas (RR) de 2,09, 95% CI 1,16-2,95, p = 0,02, e entre Paquistaneses (RR ajustado 2,38, 95% CI 1,25-3,53, p = 0,02) na faixa etária de 35-54 anos, mesmo após ajustes para diferenças em status socioeconômico. Taxas mais altas de TMC também foram observadas entre mulheres Indianas e Paquistanesas com idades entre 55-74 anos, em comparação com mulheres Brancas de idade semelhante. A prevalência de TMC entre mulheres Bangladeshi foi menor do que entre mulheres Brancas, embora isso tenha se restringido àquelas não entrevistadas em inglês. Não houve diferenças nas taxas entre as amostras de Caribenhos Negros e Brancos. CONCLUSÕES: Homens Irlandeses e Paquistaneses de meia-idade, e mulheres Indianas e Paquistanesas mais velhas, apresentaram taxas significativamente mais altas de TMC do que seus colegas Brancos. A muito baixa prevalência de TMC entre mulheres Bangladeshi contrastou com elevados níveis de privação socioeconômica entre este grupo. Mais estudos são necessários para explorar as razões dessa variação.
Weich et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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