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A disponibilidade de arginina e a ativação de vias relacionadas à arginina em locais de câncer têm profundos efeitos no microambiente tumoral, muito além de seu papel bem conhecido no ciclo da ureia hepática. O metabolismo da arginina impacta não apenas as células malignas, mas também o comportamento das células imunes circundantes, modulando os mecanismos de crescimento, sobrevivência e imunovigilância, seja através de um efeito mediado pela arginase na síntese de poliaminas e prolina, ou pela via da arginina óxido nítrico em células tumorais, células T antitumorais, células supressoras derivadas de mieloides e macrófagos. Esta revisão apresenta evidências sobre o impacto do metabolismo da arginina e da atividade da arginase no microambiente do câncer de próstata, destacando os avanços recentes em imunoterapia, que podem ser relevantes para o câncer de próstata. Embora mais pesquisas sejam necessárias, a privação de arginina pode representar uma nova estratégia anti-metabolita para o tratamento do câncer de próstata dependente de arginina.
Matos et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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