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OBJETIVO: Revisar os efeitos dos programas de treinamento de resistência em jovens pré e início da puberdade no contexto de resposta, influência potencial no crescimento e maturação, e ocorrência de lesões. DESENHO: Revisão baseada em evidências. MÉTODOS: Vinte e dois relatórios tratando de protocolos experimentais de treinamento de resistência, excluindo programas isométricos, em jovens pré e início da puberdade, foram revisados no contexto das características dos sujeitos, protocolo de treinamento, respostas e ocorrência de lesões. RESULTADOS: Os programas experimentais utilizaram com mais frequência máquinas isotônicas e pesos livres, protocolos de 2 e 3 dias, e durações de 8 e 12 semanas, com melhorias significativas na força muscular durante a infância e adolescência inicial. Os ganhos de força foram perdidos durante o detraining. Os programas experimentais de treinamento de resistência não influenciaram o crescimento em altura e peso de jovens pré e início da adolescência, e as alterações nas estimativas de composição corporal foram variáveis e bastante pequenas. Apenas 10 estudos monitoraram sistematicamente lesões, e apenas três lesões foram relatadas. As taxas de lesão estimadas foram 0,176, 0,053 e 0,055 por 100 horas-participante nos respectivos programas. CONCLUSÃO: Protocolos experimentais de treinamento com pesos e máquinas de resistência, com supervisão e baixos índices de instrutor/participante, são relativamente seguros e não impactam negativamente o crescimento e a maturação de jovens pré e início da puberdade.
Robert M. Malina (Wed,) estudou esta questão.