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Este artigo foca no crescente engajamento da China com a África – um assunto que não recebeu a devida atenção nos estudos africanos. Após uma revisão das várias mudanças e continuidades nas relações sino-africanas desde a década de 1950, o estudo se propõe a explicar o renovado interesse da China na África desde o final da década de 1980. Os interesses da África na China complementam grande parte da agenda promovida por Pequim. As elites governantes e empresariais na África veem novas oportunidades na China: comércio (mercados chineses em crescimento para produtos africanos) e oportunidades de investimento, maneiras de fortalecer a estabilidade dos regimes e parcerias estrategicamente importantes. Particularmente atraente para muitos governantes africanos é o modelo de desenvolvimento alternativo propagado pela China: não interferência na soberania estatal, liberdade da ‘hegemonia ocidental’ e ausência de quaisquer condições na concessão de ajuda. No entanto, também existem pontos de tensão. Um deles é o comércio, já que o balanço comercial favorece a China. Indústrias locais (especialmente manufatura e têxteis) e comerciantes foram severamente atingidos pela inundação de importações chinesas baratos. Além disso, as organizações pan-africanas recém-criadas, como a União Africana e a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD), representam um desafio à não interferência na soberania estatal e exigem ‘boa governança’.
Piet Konings (Sun,) estudou essa questão.