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FUNDAMENTAÇÃO: O aconselhamento e testagem para HIV iniciados pelo cliente foram ampliados em muitos países africanos, na forma de aconselhamento e testagem voluntários (VCT). As taxas de teste permaneceram baixas, com o estigma relacionado ao HIV sendo uma barreira importante para a testagem. Este estudo explorou decisões sobre testes de HIV em um distrito rural e um urbano na Zâmbia com alta prevalência de HIV e tratamento antirretroviral disponível. MÉTODOS: Os dados foram coletados por meio de 17 entrevistas em profundidade e duas discussões em grupo com indivíduos e 10 entrevistas em profundidade com conselheiros. A metodologia de descrição interpretativa foi utilizada para analisar os dados. RESULTADOS: 'Saber seu status' foi encontrado como um conceito altamente carregado, resultando em fortes barreiras contra a testagem para HIV. O VCT foi percebido como um dispositivo diagnóstico e uma porta de entrada para tratamento para os gravemente doentes. Os benefícios conhecidos da prevenção e do tratamento precoce foram superados por um fardo percebido de saber seu status de HIV relacionado ao estigma e ao medo. A maneira como os serviços de VCT estavam organizados contribuiu para esse fardo. CONCLUSÕES: Este estudo baseia-se na teoria do estigma social para aprimorar a compreensão da continuidade do estigma relacionado ao HIV na presença de ART, e argumenta que o fardo de conhecer o status de HIV e a relutância relacionada em realizar o teste podem ser compreendidos tanto como uma forma de evitar rótulos quanto como expressões fortes das memórias corporificadas ainda poderosas de sofrimento e morte entre pacientes com AIDS não curáveis nas últimas décadas. A esperança reside nos sinais emergentes de redução do estigma relacionado ao HIV experimentado por aqueles que foram testados para HIV. Mais pesquisas sobre designs de serviços de testagem de HIV inovadores que não adicionem ao fardo do conhecimento são necessárias.
Jürgensen et al. (Qui,) estudaram essa questão.