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O uso mediado da tecnologia fomenta o aprendizado desde a primeira infância e representa um recurso potencial para a educação inclusiva. No entanto, a enorme variedade de opções e a exposição a conteúdos digitais interativos, que frequentemente estão online, também implicam uma série de riscos. A definição de proteção subjacente às estratégias atuais para proteger as crianças é inadequada, pois se limita a reduzir a exposição das crianças a conteúdos prejudiciais. Este estudo propõe a expansão dessa definição. Através de observação sistemática de 200 aplicativos no âmbito catalão para crianças menores de 8 anos e análise de componentes principais, os resultados apoiam uma conceituação multidimensional de proteção que, em vez de ser restrita aos riscos potenciais, também considera aspectos relacionados ao potencial educativo e inclusivo dos recursos digitais. Cinco fatores são sugeridos para selecionar esses recursos e contribuir para a competência digital de professores e alunos. O primeiro fator diz respeito ao uso de mecanismos de proteção e à existência de interferências externas; o segundo fator indica a presença de ferramentas de adaptação; a exposição a estereótipos corresponde ao terceiro fator e os últimos dois consideram o conhecimento prévio necessário e o componente verbal dos aplicativos. Por fim, o alcance da definição sugerida e suas limitações como guia para futuras análises serão discutidos.
Lanna et al. (Terç,) estudaram essa questão.