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OBJETIVO: Este estudo foi realizado para investigar a origem e a importância patofisiológica do inibidor do ativador de plasminogênio (PAI-1) na aterosclerose. MÉTODOS E RESULTADOS: Utilizamos o modelo de cloreto férrico para induzir lesão na artéria carótida em camundongos knockout para apolipoproteína E (apoE-/-) e camundongos do tipo selvagem (WT). Camundongos apoE-/- alimentados com dieta rica em gordura por 4 meses desenvolveram hipercolesterolemia severa e apresentaram níveis plasmáticos de PAI-1 significativamente elevados (2,3+/-0,3 versus 0,6+/-0,1 ng/mL em camundongos WT; P<0,05). Esses camundongos exibiram um fenótipo pró-trombótico com tempos encurtados para oclusão arterial trombótica (8,6 versus 11,5 minutos; P<0,001) e taxas de recanalização reduzidas (12% versus 51%; P<0,0001) em comparação com camundongos WT. Hibridização in situ, reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa e imuno-histoquímica mostraram uma expressão de PAI-1 significativamente aumentada em células endoteliais positivas para P-seletina (ativadas) que revestem segmentos arteriais com aparência normal e nas lesões ateroscleróticas avançadas de camundongos apoE-/-. Nenhuma regulação significativa da expressão de PAI-1 foi encontrada nos outros órgãos estudados, e apenas quantidades insignificantes de mRNA de PAI-1 foram detectadas em plaquetas murinas. Importante, a deleção do gene PAI-1 reverteu a tendência pró-trombótica e reduziu o crescimento neointimal após lesão em camundongos apoE-/-, apesar da persistência da hipercolesterolemia excessiva. CONCLUSÕES: Esses resultados sugerem que o aumento da expressão vascular de PAI-1 pode contribuir para os níveis circulantes elevados do inibidor e ser responsável, pelo menos em parte, pelo fenótipo pró-trombótico em camundongos apoE-/-.
Schäfer et al. (Ter,) estudaram essa questão.