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Este artigo aborda os julgamentos de terrorismo como locais de pesquisa e propõe uma abordagem para a análise de dados etnográficos coletados durante esses julgamentos. A abordagem sugerida oferece acesso analítico em múltiplos níveis, centrando-se em concepções interacionistas e discursos de conhecimento. O quadro conceitual que sugerimos é desdobrado em termos de como observar e ser sensível à (re)produção de estruturas de poder dentro da sala de justiça, bem como em relação às relações importadas para a sala de justiça. Para esse propósito, integramos (i) o nível micro das interações na sala de justiça e (ii) (auto)apresentação, (iii) o nível meso da (re)produção de conhecimento e o estabelecimento de ordens de conhecimento e (iv) uma perspectiva interseccional sobre gênero, raça e classe nos discursos de conhecimento. Ao aplicar uma abordagem em múltiplos níveis, abrimos novas avenidas explicativas para entender a constituição do terrorismo como um objeto sociojúridico. O quadro metódico conecta elementos até então desconectados, ou seja, interações e negociações dos participantes, suas (auto)representações, atribuições e performances narrativas, e (re)produção de conhecimento para estabelecer ou manter ordens políticas e sociais.
Bögelein et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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