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INTRODUÇÃO: A medicina reprodutiva centrada no paciente (MRCP) é importante para a qualidade do atendimento, e isso está sendo cada vez mais reconhecido. No entanto, sua base científica não está clara. As principais perguntas de pesquisa abordadas nesta revisão são: 'Como a perspectiva dos pacientes sobre os cuidados de fertilidade foi examinada (método e qualidade)?' e 'Qual é a perspectiva dos pacientes em países desenvolvidos sobre os cuidados de fertilidade?'. MÉTODOS: Foi realizada uma busca sistemática em bases de dados eletrônicas e aplicados critérios de inclusão em relação à elegibilidade e qualidade. A metodologia dos estudos foi criticamente avaliada; os resultados dos estudos foram sintetizados e organizados de acordo com: a clarificação de valores dos pacientes e a avaliação da qualidade do serviço e dimensões de centralidade no paciente. Além disso, dados sobre as preferências dos pacientes e determinantes da perspectiva dos pacientes sobre os cuidados foram coletados. RESULTADOS: Em 51 estudos selecionados, a perspectiva dos pacientes sobre os cuidados de fertilidade foi examinada com questionários (com poucos ou muitos itens) e/ou entrevistas qualitativas. Problemas metodológicos significativos foram observados. Os pacientes em tratamento de fertilidade atribuíam importância a sete das oito dimensões de centralidade no paciente (Instituto Picker) e duas novas dimensões 'equipe da clínica de fertilidade' e 'habilidades' foram desenvolvidas. No geral, os pacientes em tratamento de fertilidade querem ser tratados como seres humanos com necessidades de: habilidades médicas, respeito, coordenação, acessibilidade, informação, conforto, apoio, envolvimento do parceiro e uma boa atitude e relacionamento com a equipe da clínica de fertilidade. As preferências dos pacientes entre procedimentos e os determinantes demográficos, médicos e psicológicos de sua perspectiva foram definidos. CONCLUSÕES: Os pacientes em tratamento de fertilidade têm 'necessidades humanas' além de sua necessidade de cuidados médicos. Evidências sobre MRCP estão disponíveis, mas limitações metodológicas significativas exigem o desenvolvimento e validação de um questionário europeu.
Dancet et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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