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MOTIVO: As inequidades no acesso a serviços de saúde são uma preocupação global e um problema para as populações canadenses que vivem em áreas rurais. Crianças rurais hospitalizadas em hospitais pediátricos terciários apresentam taxas mais altas de complexidade médica e experimentam internações mais caras e mais readmissões frequentes. Os 2 hospitais pediátricos terciários em Alberta, Canadá, já estão operando acima da capacidade, mas os leitos pediátricos nos hospitais regionais estão subutilizados. Tal desbalanceamento pode levar a uma baixa segurança do paciente e aumentar o risco de readmissão em hospitais pediátricos terciários, além de diminuir a exposição clínica dos profissionais de saúde pediátrica regionais, erodir sua confiança e compelir os sistemas de saúde a reduzir ainda mais a capacidade nos locais regionais. Um modelo de Telemedicina de Rondônia e Consulta para Crianças (TRaC-K) foi proposto para permitir que os profissionais de saúde do Hospital Infantil de Alberta colaborem com seus colegas no Hospital Regional de Medicine Hat para fornecer cuidados clínicos a pacientes pediátricos que, de outra forma, teriam que viajar ou ser transferidos para o site terciário. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é identificar as barreiras e facilitadores percebidos para a implementação do modelo TRaC-K. MÉTODOS: Este estudo foi orientado pelo Quadro de Domínios Teóricos (TDF) e usou métodos qualitativos. Coletamos dados qualitativos de 42 participantes de hospitais terciários e regionais por meio de 31 entrevistas semiestruturadas e 2 grupos focais. Esses dados foram analisados tematicamente para identificar subtemas principais dentro de cada domínio do TDF. Esses subtemas foram agregados e categorizados em barreiras ou facilitadores para a implementação do modelo TRaC-K e foram tabulados separadamente. RESULTADOS: Nosso estudo identificou 31 subtemas em 14 domínios do TDF, variando de questões administrativas a condições clínicas específicas. Conseguimos fundir esses subtemas em temas maiores e categorizá-los em 4 barreiras e 4 facilitadores. Nossos achados mostraram que as barreiras foram a falta de conscientização sobre telemedicina, habilidades para fornecer cuidados clínicos virtuais, processos e recursos pouco claros para apoiar o TRaC-K e preocupações sobre roles e responsabilidades claras. Os facilitadores foram a motivação dos profissionais de saúde para fornecer cuidados mais próximos de casa, o suporte à gestão de recursos do sistema, a compatibilidade do local e da prática, e a motivação para fortalecer as relações terciárias-regionais. CONCLUSÕES: Esta investigação sistemática nas barreiras e facilitadores percebidos para a implementação do TRaC-K nos ajudou a obter insights das perspectivas de diversos profissionais de saúde e membros da família. Usaremos esses achados para projetar intervenções que superem as barreiras identificadas e aproveitem os facilitadores para incentivar a implementação bem-sucedida do TRaC-K. Esses achados informarão a implementação de intervenções baseadas em telemedicina em ambientes pediátricos em outras partes do Canadá e além. IDENTIFICADOR DE RELATÓRIO REGISTRADO INTERNACIONAL (IRRID): RR2-10.1186/s12913-018-3859-2.
Bele et al. (Qui,) estudaram essa questão.