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Contexto e configuração: Um workshop de 2 horas sobre ‘Sofrimento no Espelho das Artes’ foi realizado na Reunião Anual da Associação Israelense de Medicina de Família (IAFM) em março de 2004. O foco do workshop foi aumentar a compreensão do sofrimento e aprofundar a compaixão pelos que sofrem. Por que a ideia era necessária: Uma das tarefas da medicina é aliviar o sofrimento. Compreender a natureza do sofrimento é o primeiro passo para tentar aliviá-lo. Estudantes de medicina podem aprender sobre sofrimento e aqueles que sofrem lendo livros e artigos, por meio de suas próprias experiências ou através das experiências de seus entes queridos. A comunicação eficaz entre médico e paciente é fundamental para a compreensão das narrativas dos pacientes e de seu sofrimento: é por isso que uma parte significativa dos currículos das escolas de medicina é dedicada ao ensino de habilidades de comunicação interpessoal. No entanto, compreender o sofrimento e aprofundar a compaixão pelos que sofrem continuam a ser objetivos difíceis para os médicos e um desafio na educação médica. A literatura e as artes oferecem uma perspectiva diferente sobre a experiência humana, bem como sobre o sofrimento humano. Ao longo da história, artistas expressaram o tema do sofrimento na pintura. A pintura foi utilizada principalmente na educação médica de graduação para aprimorar habilidades de observação e diagnóstico. Olhar para pinturas como um espelho do sofrimento humano pode ser uma ferramenta valiosa na educação médica para uma melhor compreensão do sofrimento e para aprofundar a compaixão pelo sofredor. O que foi feito: O workshop foi facilitado por um médico de família com um mestrado em humanidades médicas especializado em artes e medicina e um historiador da arte. O objetivo do workshop era melhorar a capacidade dos participantes de observar pinturas em que o sofrimento humano era o tema central. Os objetivos eram aumentar a compreensão do sofrimento humano e aprofundar a compaixão pelos que sofrem. Os participantes foram apresentados a 3 pinturas: ‘O Retorno do Filho Pródigo’ de Rembrandt, ‘A Morte no Quarto do Enfermo’ de Edvard Munch e ‘O Médico’ de Sir Luke Fildes. Após visualizar cada pintura, os participantes foram convidados e incentivados a escrever uma breve história sobre o que haviam visto e apresentá-la ao grupo. Cada apresentação foi seguida por uma discussão em grupo, facilitada pelo médico de família, na qual todas as ideias e análises eram bem-vindas. No final da discussão, o historiador da arte fez um breve comentário sobre cada pintura e o artista. Avaliação dos resultados e impacto: Um total de 18 participantes completou um questionário ao final do workshop. Eles indicaram uma mudança em suas atitudes em relação ao sofrimento e à compaixão pelo sofredor. Alguns dos participantes escreveram que o workshop foi uma experiência única para eles. Eles acharam a oportunidade de ver pinturas com colegas, escrever uma breve história sobre a pintura e discutir o sofrimento nas pinturas dentro do grupo frutífera e enriquecedora.
Karkabi et al. (Sex,) estudaram essa questão.