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Baseando-se em uma estrutura teórica integrada de interação simbólica e teoria queer, analiso como quarenta e um homens gays, em sua maioria brancos e de classe média, realizam suas identidades de paternidade e família. Os achados revelam como pais gays ativos e potenciais são influenciados pelo ideal familiar normativo e se implicam em discursos dominantes sobre (hetero)sexualidade, gênero, família e paternidade. Os dados sugerem que, para que homens gays se entendam como pais, muitos se identificam com papéis familiares femininos e enquadram suas experiências de paternidade em termos maternos, utilizando expressões como instintos maternos, relógios biológicos e mães do futebol. Argumento que esses padrões emergem porque esses homens habitam um espaço liminal que carece de modelos ou diretrizes definitivos. Esses homens compreendem sua liminalidade enquadrando suas identidades e experiências dentro de roteiros estabelecidos de paternidade de gênero e heterossexuais, resultando em uma narrativa híbrida das trajetórias e discursos familiares e de paternidade de homens heterossexuais sobre mulheres, feminilidade e maternidade.
Dana Berkowitz (Qui,) estudou essa questão.
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