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O objetivo deste artigo é examinar as variações nas percepções de acesso aos cuidados de saúde em 29 países europeus. Usando dados da rodada de 2008 da Pesquisa Social Europeia, investigamos a probabilidade de um indivíduo perceber que terá dificuldades para acessar cuidados de saúde nos próximos 12 meses, caso precise (N=51.835). Descobrimos que, apesar da maioria dos países europeus terem mandatos para cobertura universal de saúde, indivíduos de baixa renda, em má saúde, sem cidadania no país onde residem, com idade entre 20-30 anos, desempregados e/ou do sexo feminino têm sistematicamente maiores chances de se sentirem incapazes de acessar cuidados. Focando no papel da renda, encontramos que, embora haja uma forte associação entre baixa renda e barreiras percebidas de acesso em vários países, dentro de muitos países, as percepções de dificuldades para acessar cuidados não estão concentradas exclusivamente entre os grupos de baixa renda. Isso implica que fatores que afetam todos os grupos de renda, como cuidados de baixa qualidade e longos tempos de espera, podem servir como barreiras importantes ao acesso nesses países. Apesar dos compromissos para avançar em direção à cobertura universal de saúde na Europa, nossos resultados sugerem que ainda existe uma heterogeneidade significativa nas percepções de acesso dos indivíduos e barreiras importantes para acessar os cuidados de saúde.
Cylus et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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