Resumo: Este artigo argumenta que Lost Lounge de Split Britches (2009) utiliza estéticas butch/femme para (re)ativar a história e a memória queer, resistindo às forças entrelaçadas do envelhecimento e da gentrificação urbana. Ambientado em um lounge subterrâneo no bairro Bowery de Nova York, Lost Lounge encena um mundo à beira do desaparecimento para as intérpretes veteranas Peggy Shaw e Lois Weaver. Ao abraçar materiais culturais desatualizados, a performance reimagina o futuro queer contra a descartabilidade neoliberal, revelando como a lógica capitalista privilegia o novo (e jovem) em detrimento do velho. Baseando-se em estudos sobre idade e discursos de estudos queer, a autora lê a performance como um arquivo incorporado onde suas intérpretes envelhecidas transmitem histórias que resistem a modelos normativos do chamado progresso.
Benjamin Gillespie (Sex,) estudou esta questão.