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Nossa preocupação aqui é com a natureza do apego do indivíduo ao corpo político e, mais particularmente, com as premissas de valor subjacentes às escolhas feitas por certas classes de eleitores. Nossa hipótese é que algumas classes de eleitores (definidas provisoriamente como “subculturas” constituídas com base em raça e renda) estão mais dispostas do que outras a fundamentar suas escolhas em alguma concepção de “interesse público” ou do “bem-estar da comunidade.” Para dizer a mesma coisa de outra maneira, o comportamento de voto de algumas classes tende a ser mais voltado para o público e menos voltado para interesses privados (pessoais ou familiares) do que o de outras. Para testar essa hipótese, é necessário examinar o comportamento de votação em situações onde se pode afirmar que um certo voto não poderia ter sido voltado para interesses privados. Referendos locais sobre títulos e outras despesas apresentam tais situações: às vezes é possível afirmar que um voto a favor de uma proposta de despesa específica é incompatível com o interesse próprio de um determinado eleitor, concebido de maneira restrita. Se o eleitor, no entanto, votar a favor e houver evidências de que seu voto não foi, de certa forma, irracional ou acidental, então deve-se presumir que sua ação se baseou em alguma concepção de “interesse público.”
Wilson et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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