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Contexto: Defeitos osteocondrais, envolvendo tanto cartilagem quanto osso subcondral, continuam sendo um desafio clínico devido à baixa capacidade intrínseca de cicatrização da cartilagem e à durabilidade limitada dos tratamentos tradicionais. Esta revisão sistemática tem como objetivo avaliar os avanços atuais em formulações de nano-hidrogel para reparo osteocondral, focando em sua composição, métodos de preparação, propriedades mecânicas, biocompatibilidade e resultados regenerativos. Métodos: Seguindo as diretrizes dos Itens Preferenciais de Relato para Revisões Sistemáticas e Meta-Análises (PRISMA), foi realizada uma busca abrangente na literatura nas bases de dados PubMed, Web of Science e Scopus. Estudos elegíveis foram selecionados com base em critérios de inclusão e exclusão predefinidos. A qualidade metodológica e o risco de viés dos estudos incluídos foram avaliados utilizando a lista de verificação CAMARADES, que considerou fatores como randomização, cegamento, conformidade com o bem-estar animal, relato de resultados e reprodutibilidade do estudo. A síntese de dados foi realizada por meio de tabulação estruturada e estratificação em subgrupos por estrutura de suporte (monofásico, bilayer, trilayer, gradiente), tipo de formulação (injetável vs. pré-formada) e origem do polímero (natural, sintético, híbrido). Resultados: modelos, com números de participantes variando de modelos de pequenos animais (por exemplo, coelhos, ratas) a sistemas pré-clínicos maiores. Os estudos variaram em design de suporte, integração bioativa e técnicas de fabricação. A maioria dos nano-hidrogéis mostrou alta biocompatibilidade, degradação ajustável e integração tecidual aprimorada. No entanto, a heterogeneidade nos parâmetros de design, a falta de medidas de resultado padronizadas e a qualidade variável de relato limitaram comparações diretas. Conclusão: Nano-hidrogéis mostram forte potencial como escafold biomiméticos para reparo osteocondral, oferecendo propriedades mecânicas e biológicas personalizáveis. No entanto, a base de evidências é limitada pela heterogeneidade dos estudos, risco moderado de viés e falta de protocolos padronizados, o que complica a comparação direta e a extrapolação clínica. Trabalhos futuros devem se concentrar na validação de longo prazo, medidas de resultado funcional e desenvolvimento de materiais inteligentes e adaptativos para apoiar a tradução clínica.
Amhare et al. (Ter,) estudaram essa questão.