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FUNDAMENTO: A auto-administração por computador pode ajudar os consultórios pediátricos ocupados a aumentar as taxas de triagem de uso de substâncias entre adolescentes de maneira eficiente e eficaz, se comprovada a validade das respostas. O protocolo de triagem CRAFFT para adolescentes demonstrou validade como entrevista, mas uma abordagem de entrada autoaplicada por computador precisa ser testada quanto à validade. O objetivo deste estudo foi avaliar a validade de critério e a eficiência temporal de um protocolo de triagem de uso de substâncias em adolescentes implementado por auto-administração ou administração por clínico. MÉTODOS: Pacientes de 12 a 17 anos que compareceram para atendimento de rotina em 3 clínicas de atenção primária completaram a triagem computadorizada tanto por auto-administração quanto por administração clínica durante sua visita. Para levar em conta os efeitos da ordem, atribuímos aleatoriamente os participantes para auto-administrar a triagem antes ou depois de ver seu clínico. Ambos foram conduzidos utilizando um tablet e incluíram itens idênticos (qualquer uso de tabaco, álcool, drogas nos últimos 12 meses; frequência dos últimos 3 meses de cada um; e 6 itens do CRAFFT). A medida de critério para uso de substâncias foi o Timeline Follow-Back, e para transtorno por uso de álcool/drogas, a Entrevista Diagnóstica Adolescente, ambas conduzidas por assistente de pesquisa confidencial após a visita. O risco de dependência de tabaco foi avaliado com a Lista de Verificação Autoadministrada Hooked on Nicotine (HONC). As análises consideraram o desenho de amostragem por conglomerados multicêntricos. RESULTADOS: Entre 136 participantes, a idade média foi de 15,0 ± 1,5 anos, 54% eram meninas, 53% eram negros ou hispânicos, e 67% tinham ≥3 visitas anteriores com seu clínico. Vinte e sete por cento relataram qualquer uso de substâncias (incluindo tabaco) nos últimos 12 meses, 7% atenderam aos critérios para um transtorno por uso de álcool ou cannabis, e 4% foram positivos para HONC. A sensibilidade/especificidade do triador foi alta para detectar uso ou transtorno nos últimos 12 meses e não diferiu entre computador e clínico. O tempo médio de conclusão foi de 49 segundos (IC 95%: 44-54) para computador e 74 segundos (IC 95%: 68-87) para clínico (comparação pareada, P < .001). CONCLUSÕES: A triagem de uso de substâncias pela entrada autoaplicada por computador é uma alternativa válida e eficiente em termos de tempo à triagem administrada por clínico.
Harris et al. (Seg,) estudaram essa questão.