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Dados obtidos a partir de linhagens celulares humanas de câncer de mama bem estabelecidas sugeriram que os fatores de crescimento autócrinos secretados pelas células são importantes para seu crescimento in vitro. Esses dados sozinhos não podem estabelecer de forma definitiva um papel para os fatores de crescimento autócrinos na proliferação celular do câncer de mama humano in vivo, mas criam um paradigma que pode ser testado pela análise de dados obtidos com células e tecidos primários de câncer de mama. Esta revisão tem como objetivo examinar dados experimentais obtidos com células e tecidos humanos frescos de câncer de mama para determinar se os resultados obtidos são consistentes com as previsões feitas pelos modelos autócrinos de proliferação celular do câncer de mama humano. Conceitualmente, para que os ciclos autócrinos sejam de importância primaria na proliferação celular do câncer de mama humano, as células do câncer de mama in vivo devem 1) sintetizar fatores de crescimento biologicamente ativos que estão disponíveis para os receptores de fatores de crescimento, 2) sintetizar os receptores de fatores de crescimento cognatos, 3) requerer os fatores específicos para a proliferação, e 4) expressar o ciclo autócrino como um processo patológico, e não fisiológico. Como a proporção de tumores que expressam fatores de crescimento de uma determinada família é consistentemente maior do que a proporção de tumores que expressam os receptores cognatos, é provável que a síntese de fatores de crescimento tenha um papel importante, não autócrino, na progressão do câncer de mama também. Dados obtidos com espécimes primários de câncer de mama humano indicam que os fatores de crescimento sintetizados por células de câncer de mama têm um papel importante no desenvolvimento e progressão do tumor, mas que esses fatores atuam de forma verdadeiramente autócrina apenas em um subconjunto de tumores.
Stephen P. Ethier (Qua,) estudou esta questão.