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OBJETIVO DA REVISÃO: Os objetivos deste artigo são revisar as controvérsias atuais relacionadas ao uso de diuréticos tiazídicos como tratamento de primeira linha para hipertensão e discutir os papéis causais da hiperuricemia e da hipocalemia nas consequências adversas do uso de tiazídicos. ACHADOS RECENTES: Os tiazídicos reduzem significativamente a morbidade e a mortalidade em indivíduos hipertensos. No entanto, permanece o debate sobre o uso de tiazídicos como tratamento de primeira linha para hipertensão. Este impacto negativo dos tiazídicos pode ser parcialmente atribuído à capacidade dos tiazídicos de agravar características da síndrome metabólica ou aumentar o risco de desenvolver diabetes. Vários ensaios clínicos sugerem que a hiperuricemia e a hipocalemia induzidas por tiazídicos podem explicar alguns desses efeitos negativos. O tratamento com tiazídicos também está associado a um declínio da função renal, apesar da redução da pressão arterial. Nesta revisão, discutimos as evidências clínicas e experimentais que apoiam um papel potencial da hiperuricemia e da hipocalemia no desenvolvimento de lesão renal e na piora da síndrome metabólica. RESUMO: A hiperuricemia e a hipocalemia podem ter papéis fundamentais na exacerbação da síndrome metabólica em resposta aos tiazídicos. Propomos que o controle do ácido úrico sérico e do potássio sérico possa melhorar a eficácia dos tiazídicos e também reduzir seu risco de induzir síndrome metabólica ou diabetes.
Reungjui et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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