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Resumo Aqui, discuto duas versões amplas da evolução cultural humana que atualmente existem na literatura e que enfatizam diferentes dinâmicas subjacentes. Uma, que se origina em modelagens no estilo genética de populações, enfatiza como a seleção cultural faz com que alguns variantes culturais sejam favorecidas e aumentem gradualmente em frequência em relação a outras. A outra, que se baseia mais nas ciências cognitivas, sustenta que a mudança cultural é impulsionada pela transformação tendenciosa de variantes culturais por indivíduos em direções não aleatórias e consistentes. Apesar das alegações de que a evolução cultural é caracterizada por uma ou outra dessas dinâmicas, elas não são mutuamente exclusivas nem uma dicotomia. Diferentes domínios da cultura humana tendem a ser mais ou menos pesados em relação à seleção cultural ou transformação tendenciosa. Identificar dinâmicas culturais em dados culturais do mundo real é desafiador, dado que podem gerar os mesmos padrões em nível populacional, como mudança direcional ou estabilidade intercultural, e os mesmos mecanismos cognitivos e emocionais podem subjacentes tanto à seleção cultural quanto à transformação tendenciosa. No entanto, análises históricas detalhadas e experimentos de laboratório, combinados com modelos formais para gerar previsões quantitativas, oferecem a melhor forma de distingui-los. Este artigo faz parte da edição temática ‘Fundamentos da evolução cultural’.
Alex Mesoudi (Sun,) estudou essa questão.
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